| Justiça no Livro de Genesis |
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| Escrito por T.J.Blackman | |
| 08/05/2008 | |
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Como o Espírito de Deus introduz este assunto na Bíblia. Originalmente publicado nos primeiros números da revista "O Caminho". Sem dúvida, a justiça é um tema principal da Bíblia inteira. Vamos ver outra vez como o Espírito de Deus introduz um importante assunto bíblico neste primeiro livro da “Biblioteca Divina”, mostrando todos os aspectos essenciais do mesmo. Em o Novo Testamento é a epístola aos Romanos que expõe plenamente o assunto de justiça. Como é impressionante, pois, que as quatro referências à justiça no livro de Gênesis correspondem perfeitamente às quatro divisões principais da epístola aos Romanos. Frente a tais fenômenos, como podemos duvidar que toda a Escritura é divinamente inspirada? Veja as referências então: I — Gên. 15:6 — Rom. caps. 1-5: A Justiça de Deus Imputada ao Homem; II — Gên. 18:19 — Rom. caps. 6-8: A Justiça no Homem Produzida por Deus; III — Gên. 18:25 — Rom. caps. 9-11: A Justiça de Deus ao Tratar com os Homens; IV — Gên. 30:33 — Rom. caps. 12-16: A Justiça de Homens, já Justificados por Deus, ao Tratar com outros Homens. I — (Gên. 15:6) -”E creu ele (Abraão) no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça”; . É a primeira menção de justiça na Bíblia — e não é justiça humana, nem a justiça que o homem deve praticar, e sim a justiça divina imputada pela graça de Deus ao homem que crê na Sua palavra. Na primeira parte da epístola aos Romanos, tendo mostrado (em capítulo 1:18-3:20) que o homem não possui justiça própria (nem o gentio, em cap. 1, nem o judeu, em cap. 2), e que “por isso nenhuma carne será justificada diante dEle pelas obras da lei” (3:20), Paulo afirma: “Mas agora se manifesta a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas”. Em Romanos cap. 4 encontramos estas duas testemunhas: os profetas, com o testemunho de Davi (vs. 6-8), e a lei, com o exemplo de Abraão (vs. 1-5 e 9-23). De fato, a maior parte de Rom. 4 é uma exposição de Gên. 15:6. Paulo mostra: 1) que justificação é pela graça de Deus e não pelas obras de homens ímpios (vs. 1-5); 2) que é pela fé e não tem nada a ver com circuncisão (vs. 9-12); 3) que é segundo a promessa de Deus e não pela lei (vs. 13-22); 4) que a justiça será imputada a nós também se crermos “nAquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor” (4:23-5:11). Assim temos, nesta primeira referência, a justiça de Deus imputada ao homem. II — (Gên. 18:19) — Diz Deus: “Porque Eu o conheço (a Abraão), que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo.” A justificação perante Deus é sem obras, porém sempre produz obras de justiça. Foi assim no caso de Abraão (veja Tiago 2:21-23), que não somente praticou a justiça mas também ensinou todos de sua casa a fazerem o mesmo. As boas obras não são a condição de justificação, mas sempre e invariavelmente são o resultado. É exatamente isto que Paulo nos ensina em Rom. caps. 6-8. Depois de fazer a pergunta: “Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” (6:1), e responder: “De modo nenhum”, ele mostra porque não devemos continuar no pecado: 1) por causa da morte de Cristo (Rom. 6:6; 8:3,4); 2) por causa da ressurreição de Cristo (Rom. 6:9,13; 7:4); 3) por causa do dom do Espírito Santo (Rom. 8:4-14). O batismo simboliza esta grande mudança: fomos crucificados com Cristo, ressuscitamos com Ele, e Seu Espírito, habitando em nós, dá-nos o poder para andar “em novidade de vida” (veja Rom. 6:3-6): a justiça no homem produzida por Deus. III — (Gên. 18:25) — No mesmo capítulo de Gênesis encontramos a terceira referência à justiça. Esta vez é a justiça de Deus em todos os Seus tratos com os homens: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” Abraão baseia sua intercessão em favor dos justos entre os habitantes de Sodoma e Gomorra neste fato da justiça de Deus — não no Seu amor, e sim, no fato de Ele ser o Justo Juiz. Este justo (justificado pela fé e, conseqüentemente, justo na sua vida) conhecia a seu Deus, e é essencial orar assim, de acordo com a nossa compreensão da natureza divina. Em Rom. caps. 9-11 Paulo também está desejando a salvação de seu povo (veja 9:1-3 e 10:1), mas reconhece, e claramente expõe, nestes três capítulos, a justiça do soberano Deus em todos os seus tratos tanto com os judeus quanto com as outras nações: 1) Rom. 9: a justiça de Deus no passado em eleição — Ele é totalmente soberano; 2) Rom. 10: a justiça de Deus no presente em salvação — Ele é divinamente longânimo (veja v.21); 3) Rom. 11: a justiça de Deus no futuro na restauração de Israel — Ele é sempre fiel. No fim de sua carreira Moisés ensinou os israelitas a louvar este Justo Juiz dizendo: “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os Seus caminhos juízo são. Deus é a verdade, e não há nEle injustiça; justo e reto é” (Deut. 32:4). Vamos louvá-o também, contemplando a justiça de Deus ao tratar com os homens. IV — (Gên. 30:33) -”Assim testificará por mim a minha justiça no dia de amanhã…” Jacó sofreu muita injustiça da parte de seu sogro Labão, mas sempre deixou seu caso com Deus, sendo submisso a seu patrão e servindo fielmente apesar das privações. Aqui nós temos uma linda ilustração do espírito de submissão a Deus (e a toda autoridade ordenada por Ele), e mansidão para com os homens, que Paulo recomenda em Rom. caps. 12-16. O resultado de justificação pela fé não é como o orgulho e hipocrisia dos fariseus, que eram somente exteriormente justos, mas com amor fraternal não fingido, e preferindo-se em honra uns aos outros (Rom. 12:10,11), os verdadeiros justos revestem-se do Senhor Jesus (Rom. 13:14) e, “concordes, a uma boca”, glorificam “ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 15:6). Assim será manifestada a justiça de homens, já justificados por Deus, ao tratar com outros homens. Talvez o leitor gostaria de considerar também as seguintes referências onde a palavra justo ocorre no livro de Gênesis. No caso de Noé, Hebreus 11:7 mostra que ele se tornou justo pelo mesmo meio que Abraão: “Pela fé Noé … foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé”. Gên. 6:9 (Noé, em suas gerações); 7:1 (diante de Deus); 18:23-28 (5 vezes — são dignos de intercessão); 20:4 (de uma nação, em relação a um determinado pecado. A Atualizada tem “inocente”); 38:26 (relativamente — um pecador mais justo que outro). |
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